Trabalhar com AD (usuários de álcool e drogas) é sempre uma caixinha de surpresas. Não que eu isso seja alguma novidade pra mim, mas hoje eu tive o exemplo vivo do humor oscilante de meus pacientes.
Era meu primeiro contato com aquele que parecia mais um homem tentando encontrar um rumo pra si. Me enganei.
O que ele queria era alguém em quem projetar sua frustração de vida. E quem estava ali? Eu, é claro! Quando ele começou a dizer que, se eu quisesse saber algo sobre ele e sobre suas idéias, deveria pagar por isso, sua exaltação foi tanta que cheguei a pensar que iria apanhar ali mesmo, na sala de terapia em grupo. Se não fosse a intervenção firme de pacientes que, de fato, gostam de mim, do meu trabalho, e me defendem, sei lá onde teria ido a fúria daquele ser.
É... talves preparo intelectual e psicológico não seja o bastante pro meu trabalho... quem sabe em 2011 eu não procure aulas de defesa pessoal né?
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