segunda-feira, 4 de abril de 2011

Júlio falando por mim.

Eu n
Ainda não aprendi a andar de costas,
Nem mergulhar de frente.
Tenho duas pernas que me sustentam
E mãos que ao meu corpo ficam rentes.
Estou descalço, a sola de meus pés é que me agüenta.
Eu não sei ser sozinho.
Que bagunça faço eu do mundo,
Não guardo no armário. Nem o sapato.
Fica tudo esparramado por entre mim,
Blusas, calças, o meu convívio. Fecha a porta.
Não tem lugar pra tanta gente assim.
Eu não sei ser sozinho.


Por: Júlio Cerqueira Junior.
ão sei ser sozinho.

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